Aprendendo com os erros: Desafios e Riqueza de um Projeto em Altamira

31/10/2016

A cada novo trabalho, o ICC tem a oportunidade e a obrigação de aprender e otimizar sua atuação. O projeto Tempo de Empreender Xingu, realizado em Altamira, no Pará, tem trazido muito aprendizado. Bastante distante do Instituto geograficamente, ele levou o ICC a desenhar um projeto diferente do modelo padrão e, com isso, enfrentar dificuldades. Conversamos com João Teixeira Pires, diretor executivo do ICC, para entender a complexidade do projeto, os desafios e a aprendizagem.

Alteração no modelo de projetos do ICC não surtiu o efeito esperado

De acordo com João, o modelo padrão de projetos do ICC conta com uma instituição parceira, que tem expertise nos temas dos trabalhos e é responsável por executar os planos de ação.

No caso do projeto Tempo de Empreender Xingu, os parceiros operadores mais indicados estavam em região bastante distante de Altamira, o que poderia prejudicar o trabalho. “Era necessário ter alguém local, um segundo parceiro operador, por isso optamos por envolver uma organização da região. No entanto, isso não se mostrou eficaz, pois este tipo de modelo dificulta delimitar o papel e responsabilidades de cada parte envolvida e também prejudica o acompanhamento do projeto”, afirma João.

Melhorias na integração entre ICC e CIVICO

Segundo o diretor, a solução para casos semelhantes ao de Altamira passa pela clara delimitação dos papéis do ICC e CIVICOs (Comitês de Incentivo ao Voluntariado e Interação com a Comunidade) desde a fase de elaboração do projeto. “De agora em diante, a ideia é intensificar a integração do ICC com o CIVICO, envolvendo o comitê desde o diagnóstico da região. Em geral, sua atuação começa mais adiante ou é menos ativa, envolvê-lo desde o início do nosso trabalho possibilitará ao CIVICO colaborar mais e influenciar o desenho dos projetos. Isso é importante, pois os integrantes do comitê têm mais conhecimento da região, da cultura e dos desafios locais”, explica.

Monitoramento dos projetos será aperfeiçoado

Já o monitoramento do ICC deve se tornar mais frequente, com padronização dos relatórios que os parceiros operadores devem enviar ao Instituto periodicamente. “Vamos adotar ferramentas que ajudem a organizar os dados e facilitem o acompanhamento dos projetos”, conta João.