Projeto de estudantes de Minas Gerais vence o Desafio Universitário Camargo Corrêa

Os estudantes da Fumec de Belo Horizonte, Minas Gerais, Marcos Vasconcellos e Marcos Macedo foram os grandes vencedores do primeiro Desafio Universitário da Construtora Camargo Corrêa. Mais de 40 universidades participaram da disputa acadêmica, que teve como tema central o ciclo produtivo do concreto. O resultado foi anunciado após os cinco finalistas serem sabatinados por executivos da Camargo Corrêa, InterCement e convidados.

A final foi disputada entre alunos das universidades Faap, Unesp, Unorp, UniCeub e Fumec. Em segundo lugar ficaram Rafael Groto, Pietro Donha e Beatriz Faile, da Unorp, de São José do Rio Preto. Em terceiro lugar ficou Regis da Silva, da Faap. Os estudantes Gustavo Martinez, da Unesp, e Bianca de Miranda, Manuela Faria e Maria Vizeu, da UniCeub, de Brasília, completaram os finalistas.

As cinco finalistas abordaram o ciclo do concreto sob a ótica da sustentabilidade, tecnologia, novos materiais e sistematização de processos, com a participação de professores que apoiaram no desenvolvimento dessas ideias. As equipes vencedoras dividiram premiação de R$ 20 mil e, agora, poderão formar parcerias com a empresa para o aprofundamento da ideia. O Instituto Mauá de Tecnologia ganhou R$ 5 mil e uma palestra sobre o tema inovação por ser a universidade, entre as 33 participantes, cujos alunos mais apresentaram ideias válidas.

"O aprendizado adquirido e a receptividade dos centros de ensino com o primeiro Desafio Universitário nos incentivam a iniciar a estruturação de uma segunda edição. Os executivos da Camargo Corrêa se surpreenderam com a qualidade dos trabalhos inscritos e as apresentações presenciais foram determinantes para avaliar a viabilidade das propostas”, comenta Márcio Perez, gerente executivo de Inovação e Competitividade da Construtora.

A competição reuniu 100 alunos e 29 professores, distribuídos por 14 estados do Brasil. Foram apresentadas 59 ideias para o ciclo do concreto. Participaram alunos dos cursos de graduação, mestrado e doutorado.

Apresentação

Integrante da dupla vencedora, Marcos Vasconcellos conta que a apresentação presencial foi marcada por muito nervosismo e foi o ponto alto da competição. “Foi uma bolha de perguntas, todos os profissionais entendem muito do assunto e cobravam explicações”, diz Vasconcellos. “Foi excelente participar, nos ficamos muito animados com o concurso e surpresos com o resultado.” Para a estudante Beatriz Faile, que conquistou a segunda colocação, “os comentários dos profissionais agregaram bastante para os próximos passos do projeto”. Já para Pietro Donha, colega de universidade de Beatriz, ser selecionado entre os 15 melhores projetos já foi uma vitória. “Participar de uma seleção de uma construtora do porte da Camargo Corrêa foi um privilégio”, explica.

A premiação foi criada pela Gerência Corporativa de Inovação e Competitividade da Camargo Corrêa. Segundo o finalista Gustavo Martinez, da Unesp, é essencial para quem está no meio acadêmico receber “provocações” da iniciativa privada. “Foi uma experiência muito boa participar de um concurso que oferece a oportunidade para o universitário desenvolver uma ideia e levar para apresentação. A impressão que ficou é de uma empresa que acredita nas ideias dos jovens”, diz.

O Desafio Universitário não é uma solução isolada da Construtora Camargo Corrêa. Um programa interno chamado InovEC busca o recebimento de ideias e inovações junto aos cerca de 30 mil funcionários da empresa. Para receber as sugestões criativas inovadoras dos seus colaboradores foi criado o Portal do Conhecimento. Anualmente, as melhores ideias inovações são premiadas durante o evento do Dia da Inovação e do Padrão Camargo Corrêa.

A primeira edição do Desafio Universitário contou com a parceria da InterCement, holding para os negócios do cimento do Grupo Camargo Corrêa. A empresa já conta com um amplo portfólio de Pesquisa & Desenvolvimento, atuando com instituições de renome internacional, como Universidade de São Paulo, IPT, Universidade Federal de Minas Gerais e Embrapa, no Brasil, e Massachussets Institute of Technology, nos Estados Unidos, e Instituto Superior Técnico e Instituto Carlos Torroja, na Europa.

O tema ciclo do concreto foi escolhido para o Desafio Universitário por seu um dos temas estratégicos da Construtora. No Brasil, em 2012, foram produzidos 44 milhões de m³ de concreto dosado em central. Só a Construtora Camargo Corrêa utilizou, no período, cerca de 800 mil m³ de concreto em suas diversas obras. A Usina Hidrelétrica Jirau, por exemplo, já consumiu mais de 2 milhões de m³ de concreto entre 2009 e 2013. Até o final da obra, serão mais 800 mil m³. O volume é suficiente para construir duas vezes os doze estádios da Copa do Mundo de Futebol de 2014.


21/02/2014
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